ADECOL no ESTADÃO

 

 

Nem todo mundo sabe, mas, se o seu carro tem menos de cinco anos de idade, provavelmente traz várias partes juntadas com cola, no lugar dos clássicos pontos de solda. A técnica é utilizada por grande parte das marcas que produzem no Brasil, como Volkswagen e Fiat.

Esse recurso nasceu na aviação, quando as peças das aeronaves passaram a ser coladas para reduzir o peso. Entre os carros, a solução consiste no uso de uma cola química à base de resina e cera líquida, muito semelhante ao silicone.

Por isso a técnica ficou conhecida como colagem química.” Quando utilizada em carros, uma das melhorias é a redução de, em média, oito quilos de massa”, afirma o diretor de segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Marcus Vinícius Aguiar. Ele diz que nenhuma fabricante usa apenas solda nos carros. “Sempre há colagem química”.

A diferença entre a cola automotiva e a de uso doméstico é a aplicação em grande escala por meio de robô. A formulação química também pode ser alterada de acordo com a necessidade de aplicação. Há várias empresas que dominam essa tecnologia, como a brasileira Adecol e a americana 3M.

Segundo a gerente de produção do núcleo automotivo da ADECOL, Emilia Ribeiro Leme, o custo da cola é variável. “O valor depende da necessidade do projeto, mas, em geral, ela representa uma economia de  30% em relação ao uso da solda.”

Os locais de aplicação da cola também podem variar conforme o caso. O produto pode ser utilizado no revestimento termo-acústico, como no feltro que vai entre o carpete e o assoalho, em peças de plástico na cabine , parede corta-fogo e retrovisores, entre outros.

O isolamento acústico também pode ter como diferencial o uso da cola automotiva. “No caso da estrutura que divide o painel do carro e o motor, por exemplo, eram utilizadas fitas adesivas. Com a cola, os ruídos são reduzidos, assim como o atrito entre os componentes colados e a tensão exercida neles”, explica Emilia.