ADECOL – Nova tecnologia de adesivos industriais ajuda a preservar o meio ambiente

Nova Tecnologia de adesivos industriais ajuda a preservar o meio ambiente

 

Se todo consumo de cola hotmelt no Brasil fosse trocado por metaloceno, País reduziria em 2 bilhões de litros consumo de água e em 73 mil barris consumo de petróleo por ano. Novo adesivo também gera economia de até 40% com melhor rendimento e menos gasto em manutenção de maquinários.

 

A inovação tecnológica está gerando oportunidades para reduzir o consumo de recursos não renováveis nos mais diversos segmentos. O setor de adesivos industriais, por exemplo, cuja presença está em itens tão diversos como embalagens, fraldas e automóveis, tem se empenhado para eliminar desperdícios e, com maior eficiência, preservar bens naturais finitos como água e petróleo.

 

Um exemplo são os novos adesivos hotmelt à base do polímero metaloceno. Utilizados principalmente em embalagens, eles têm maior poder de aderência, reduzindo a quantidade de produto utilizado e melhorando sua performance. Estudos internacionais mostram que para obter o mesmo resultado de aderência o volume necessário de hotmelt metaloceno é, em média, 10,75% menor que o do hotmelt convencional.

 

Considerando dados da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química -, que apontam um consumo anual de 26 mil toneladas de hotmelt por ano no País, esta redução de volume permitiria economizar cerca de 2 bilhões de litros de água e 73 mil barris de petróleo por ano só com a substituição deste tipo de adesivo. “Avançamos para uma contribuição significativa na preservação do meio ambiente, considerando que hoje já temos a tecnologia para a produção do hotmelt à base de metaloceno no Brasil”, afirma Alexandre Segundo, diretor comercial da Adecol, fabricante de adesivos industriais, líder do mercado brasileiro de hotmelt.

 

Atualmente, das cerca de 6 mil toneladas de hotmelt vendidas por ano pela Adecol, 18,5% são de produtos com base de metaloceno. São soluções principalmente para embalagens e rotulagens, desenvolvidas para as condições atmosféricas brasileiras em parceria com a multinacional Dow Química, fornecedora de parte da matéria-prima.

 

“Acreditamos que este percentual deve crescer rapidamente, uma vez que este tipo de adesivo, além de ser mais leve para a natureza, gera uma economia final entre 10 e 40% no custo final para o usuário”, explica Alexandre.  Além de demandar um menor volume, o hotmelt à base de metaloceno demanda menor manutenção dos equipamentos e reduz o tempo parado das linhas de produção. “Nossa meta para 2016 é de ampliarmos a participação do hotmelt à base de metaloceno para 25% do total de nossa produção”, finaliza.

 

INOVAÇÃO VERDE – Além do hotmelt à base de metaloceno, a Adecol introduziu recentemente no Brasil diversas inovações que, entre outros benefícios, ajudam a reduzir o volume de resíduos da indústria. É o caso das soluções para a substituição de fitas adesivas e filme plástico stretchpor cola – hotmelt ou PVA, no fechamento de caixas e paletização, e da tecnologia 100Tack, que elimina a embalagem que envolve o adesivo (a cola é apresentada em sachês com uma película especial formulada com as mesmas bases do produto. No momento da aplicação, a bolsa pode ser inserida diretamente no equipamento).

 

Outro foco da empresa, que investe cerca de 6% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento, é a redução da toxidade de seus produtos. Recém lancado, seu adesivo Purotack, voltado para as indústrias moveleira e automobilística, troca o convencional solvente por água como base de sua composição. “Nossa visão é de que, usada com inteligência, a química tem um papel fundamental na busca de soluções para reduzir o impacto do homem em nosso planeta”, finaliza Alexandre.

 

ADECOL – Maior fabricante de adesivos industriais com capital nacional do País, a ADECOL tem inovação em seu DNA. Um dos seus diferenciais é trabalhar sob medida, desenvolvendo formulações específicas para diferentes demandas, que geram um portfólio amplo e flexível capaz de atender a inúmeros nichos de mercado.

 

Presente nos mais diversos segmentos, do automobilístico ao setor de embalagens, a empresa produz 1,5 mil toneladas de adesivos por mês em 9 linhas. Atuando como um laboratório de desenvolvimento, adapta e nacionaliza produtos e matérias primas importadas para o cenário nacional. Ela também atua como fornecedora regional no Mercosul, exportando para diversos países do bloco. Em 2014 fechou faturamento em R$ 110 milhões com aumento de 20% em relação a 2013, média de crescimento desde 2010. Em 2015, a empresa investiu R$ 2 milhões para dobrar a produção da linha de adesivos PUR com foco nos setores gráfico e moveleiro.