Adecol se apoia em parcerias, exportações e inovações para crescer em meio à crise

Adecol se apoia em parcerias, exportações e inovações para crescer em meio à crise

Fabricante de adesivos industriais fecha 2015 com alta de 18,2% nas vendas

Com um cenário macroeconômico desafiador, 2015 não deixará saudades para a maioria dos brasileiros. Algumas empresas, porém, conseguiram remar contra a maré e fechar o ano com resultados positivos, mas às custas de bastante esforço. É o caso da Adecol, um dos maiores fabricantes com capital nacional de adesivos industriais do Brasil. A empresa registrou faturamento de cerca de R$ 130 milhões em 2015, vendendo 14 mil toneladas de adesivos, uma alta de 18,2% sobre os R$ 110 milhões do ano anterior, quando a empresa comercializou 12 mil toneladas. “Trata-se de um resultado com um sabor especial, considerando todas as dificuldades que tivemos nos últimos meses”, avalia o diretor comercial da Adecol, Alexandre Kiss.

Segundo a empresa, o resultado mantém sua trajetória positiva, já que de 2013 para 2014 já havia registrado aumento nas vendas em 20%. Para 2016, a meta é chegar a R$ 150 milhões.

Os segmentos que mais contribuíram para o resultado positivo foram os de colas à base de água para o segmento de tissue (alta de 50%), adesivos Hotmelt para fraldas (30%) e PUR (poliuretano reativo) para indústria moveleira (30%).

Além de investir e criar novos produtos, outra forte iniciativa da Adecol em 2015 foram as alianças com grandes grupos internacionais, seja para o fornecimento de matérias-primas especiais, caso da Dow Chemical e Evonik, seja para o desenvolvimento de formulações específicas para fabricantes de coleiros de última geração como a Bobst. A internacionalização se deu também com o aumento nas exportações. Enquanto a alta do Dólar afetou os custos da Adecol, já que 80% de sua matéria-prima é cotada na moeda norte-americana, este fator também se tornou um incentivo a mais para buscar o mercado externo. As vendas da empresa para o exterior tiveram grande aumento, chegando a R$ 5 milhões em 2015, contra R$ 1 milhão em 2014.